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sábado, 15 de julho de 2017

Curiosidade: Quem esculpiu a herma de Furriel Ângelo?

Um dos símbolos maiores de nosso município Rio Casca, é a herma do fundador Furriel Ângelo Vieira de Souza, instalada na praça da Matriz, praça essa que leva seu nome.

A herma foi inaugurada no dia 14 de julho de 1925, ou seja, tendo completados 93 anos de sua inauguração.

Mas você saberia me dizer quem foi o escultor da herma? Será um artesão rio-casquense do qual nem se lembra mais o nome? Talvez um escultor pouco conhecido vindo de outra cidade? Ou será um grande escultor internacional que tem seu talento reconhecido pelo mundo até os dias de hoje?

Acertou quem escolheu a terceira opção!

O autor da obra é o grande escultor Rodolpho Bernardelli, nascido em Guadalajara, no México.

Veja um pouco mais sobre a biografia do artista:

José Maria Oscar Rodolpho Bernardelli y Thierry (Guadalajara, 18 de dezembro de 1852 — Rio de Janeiro, 7 de abril de 1931) foi um escultor e professor mexicano naturalizado brasileiro. Também, esporadicamente, transitou pela pintura e pelo desenho.

Em companhia da família (foi irmão dos também artistas Henrique Bernardelli e Félix Bernardelli), deixou seu país natal em 1866, passando pelo Chile e Argentina e fixando moradia no estado brasileiro do Rio Grande do Sul. De lá, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde frequentou, entre 1870 e 1876, aulas de escultura e de desenho de modelo vivo na Academia Imperial de Belas Artes.

Viveu alguns anos na Europa, estudando em Roma. De volta ao Brasil, passou a atuar como professor de escultura estatuária na Academia Imperial de Belas Artes e como diretor na recém-criada Escola Nacional de Belas Artes, que chefiou por 25 anos. Deve-se-lhe a construção do atual edifício.

Um dos maiores escultores brasileiros, deixou uma extensa produção, entre obras tumulares, monumentos comemorativos e bustos de personalidades. Executou as estátuas que ornamentam o prédio do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, o Monumento a Carlos Gomes em Campinas, uma estátua de Dom Pedro I para o Museu Paulista da Universidade de São Paulo na cidade de São Paulo e uma estátua de Pedro Álvares Cabral. Parte considerável de seus trabalhos foram doados para a Pinacoteca do Estado e para o Museu Mariano Procópio, em Juiz de Fora, onde seu último trabalho, um busto inacabado, está.

A convite do imperador dom Pedro II (1825 - 1891), seus pais mudam-se para o Rio de Janeiro para serem preceptores das princesas Isabel e Leopoldina. De 1877 até 1885, permanece em Roma como bolsista da Academia Imperial de Belas Artes - Aiba, do Rio de Janeiro. Na Itália, estuda com Giulio Monteverde (1837 - 1917). Executa nesse período diversos trabalhos, como o relevo Fabíola, 1878 e a escultura Santo Estevão, 1879, aliados ao verismo da escultura européia contemporânea.

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