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sábado, 21 de novembro de 2015

Metais pesados encontrados em Rio Casca

Sem respostas concretas da Samarco sobre a qualidade da água atingida pela lama de rejeitos liberada da barragem do Fundão, em Mariana, a população que dependia do rio Doce recebe a cada dia um estudo que mostra a contaminação do leito.  
Desta vez, o Igam (Instituto Mineiro de Gestão das Águas) aponta que a concentração de metais pesados ultrapassou o limite aceitável em três cidades cortadas pelo rio Doce. A bacia foi tomada pela enxurrada de rejeitos que percorre 700 km até a foz do rio, no Espírito Santo.

De acordo com o Igam, as coletas começaram no dia 7 de novembro, dois dias após a tragédia, em 13 pontos do percurso. No dia 8 foi registrada alta concentração de arsênio, cádmio, chumbo, cromo e níquel entre os municípios de Marliéria e Belo Oriente. Em Rio Casca, o instituto verificou nível acima do limite legal de cobre e mercúrio. O cobre dissolvido também ultrapassou a contagem permitida em Belo Oriente.

Para esclarecer se a lama já desceu o leito do rio Doce contaminada ou se ocorreu alguma reação química no caminho, cientistas de várias partes do Brasil organizaram um grupo para analisar de forma independente as amostras de água. O Giaia (Grupo Independente de Análise do Impacto Ambiental) já arrecadou R$ 51 mil em financiamento colaborativo pela internet. 
Em nota, o Igam explicou que os metais pesados são constituintes naturais do meio ambiente, pois estão presentes em numerosos minerais e rochas. Muitos desses elementos são pouco solúveis e permanecem aderidos aos sólidos, sem se misturar à água. A solubilidade de todos os metais depende muito do valor de pH e do potencial de oxirredução do meio, sendo que a diminuição do pH da água pode proporcionar a liberação desses elementos do meio sólido para água.


O pH dos pontos analisados não apresentou variação, o que o instituto considera "um fator positivo para a não dissolução desses metais na água".
Fonte: Portal R7

ERRATA: Inicialmente a matéria anunciava que foram encontrados metais pesados no rio Casca, porém, um dos leitores do portal alertou que na verdade o rio em questão é o Rio Doce, que banha o município de Rio Casca. Agradeço ao leitor pelo alerta e peço desculpas pelo erro.

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