quarta-feira, 13 de maio de 2015

Colunista Mauro Fontenelle - Experiência Cubana – Parte 2

Para acessar a parte 1 do texto CLIQUE AQUI.

Continuando o relato sobre a Experiência Cubana nada como falar agora sobre as coisas boas da ilha.

Mergulho em Varadero
Em Cuba me hospedei em um resort em Varadero e em Havana fiquei na região de Miramar. Ambos os locais em nada parecem com um país socialista visto que hábitos e lojas são todos capitalistas. O objetivo da passagem em Varadero foi mergulhar. Mar azul turquesa de visibilidade superior a 40m, o local possui mais de 25 pontos de mergulho, incluindo o famoso parque subaquático Cayo Piedras del Norte, onde foram deliberadamente afundados velhos iates, fragatas e aviões para exploração recreativa.

De Varadero nos deslocamos para Playa Giron local onde desembarcaram  as tropas americanas numa tentativa de reconquistar” a ilha após  a Revolução promovida por Fidel Castro. O local também é muito procurado para a prática de mergulho mas confesso que apesar das mais de
12 saídas, o perfil das imersões não me agradaram tanto assim. Foi neste local onde o contato com os nativos foram intensos e tivemos a oportunidade de andar nos carros da década de
1950  bem  como  experimentar  os  genuínos  charutos  e  rum  cubanos.  Em Cuba  apesar  da pobreza o analfabetismo é zero, não raro você encontra com pessoas que possuem mais de dois  cursos  superiores.  Nosso  instrutor  de  mergulho,  Honel,  era  médicoprofessor  de educação física e capitão da guarda anbio dos Irmãos Castros reformado.  O local como um todo é muito simples e turistas são tratados com muita deferência.

Museu da Revolução
De volta a Havana, a cidade é um museu a céu aberto. Prédios antigos em ruínas estão por todos os lados excão feita aos prédios e pontos turísticos que estão muito bem conservados. Existem  restaurantes  e  teatropara  todoogostoembora o  acesso  para cubanos  seja praticamente  impossível devido  aopreços.  Em 2006  o  salário  médio  de um  trabalhador cubano, independente da formão, era de US$25 (vinte e cinco dólares) mensais. Como apara turistas os preços são salgados evitamos os locais, ingressando somente para visitas. Um dos poucos onde me dispus a pagar uma refeição foi o  La Bodeguita Del Medio, local famoso por seus Mojitos (rum, limão, gelo e folhas de hortelã)  e por ter sido muito frequentado pelo famoso escritor americano Ernest Hemingway.

Centro de Havana Velha
Outro entre os milhares de pontos interessantes é uma casa de vidro, anexa ao Museu da Revolução, onde se encontra o barco Granma usado por Fidel Castro e seu grupo (82 pessoas ao todo) no trajeto do México a Cuba para início dos movimentos revolucionários em 1956. Ali aconteceu algo que nos foi alertado ainda aqui no Brasil. O cubano é galanteador por natureza e não importando o local ou hora não pode ver uma mulher que se aproxima para conversar. Fato corriqueiro e que com uma simples negativa os fez afastar sem a menor expressão de raiva ou falta de educação. Seguimos em frente e a viagem transcorreu perfeita.
Fábrica de charutos COHIBA


Capitólio de Havana. Réplica do de Washington,
mas com maiores dimensões.

Nenhum comentário:

Postar um comentário